quarta-feira, 1 de abril de 2015

Camaleão Social

Um indivíduo gélido por dentro
Dividido em múltiplas personalidades
Varias vontades em um mesmo corpo
Um ser inabalável e adaptável
Que com a lábia de um matuto

Convence desde o mais cabeça dura
Até o Zé mais influenciável
Desde o golpista mais malandro
Até a criança mais inocente
Desde a pessoa mais fria
Até a alma mais amorosa e afetiva

E assim prossegue, sempre mudando
Para o agrado dos que te rodeiam
Mas nunca se alterando por dentro
Seu interior permanece imoldavel
E guardado à sete chaves
Pois o medo de se machucar novamente
É maior do que a necessidade de se abrir
Continuando então a esconder
Seus sentimentos atrás de um sorriso.

O Reflexo da Idade

O homem que aqui vos fala
Já meio morto, mas nunca tão vivo
E o espelho na parede
Embora surrado e sujo
Ainda e reflete o necessário
Um velho acabado
Já no auge de sua idade
Mas nunca tão de bem com a vida

E aceitando de bom grado o seu destino
Se esvai como superior
Acima daqueles que passam toda vida
Vivendo em função do medo da morte

Esses, amaldiçoados para todo sempre serão!